Entenda em 15 minutos

Uma rede social onde você pode ser anônimo — mas não impune.

Hoje a internet te oferece duas opções ruins: entregar seus dados para todo mundo ou conviver com contas falsas que não respondem por nada. Este projeto tenta um terceiro caminho: sua conta não mostra quem você é, mas existe alguém — um cartório — que sabe. E esse conhecimento só sai de lá com ordem judicial.

Conta sem nome real Provedor guarda arquivos Grupo tem assinatura Cartório viu seu documento Provedor guarda arquivos
A conta aparece na rede. Quem está por trás dela fica no cartório.

O problema que este projeto tenta resolver

Antes de explicar a solução, vale entender por que ela é difícil. São três problemas que puxam em direções opostas.

Para usar, você entrega tudo

Nome, telefone, localização, quem são seus contatos. A maioria dos aplicativos guarda isso num servidor que pode ler suas mensagens e saber com quem você fala.

E quem comete crime escapa

Criar uma conta falsa leva dois minutos. Quando a polícia chega, o registro aponta para um número de telefone que não existe mais.

A escolha oferecida é falsa

“Ou você aceita ser vigiado, ou aceita a impunidade.” Este projeto parte da ideia de que esses dois problemas podem ser tratados separadamente.

A ideia, em quatro passos

Tudo o que vem depois neste site é consequência destes quatro passos.

  1. Todo mundo entra com documento — num cartório

    Para criar uma conta, você prova quem é: CPF, CNPJ ou passaporte. Quem confere isso é uma instituição chamada de , não a rede.

  2. O que aparece na rede é um pseudônimo

    Sua conta tem um nome escolhido por você e uma chave secreta. Não tem seu CPF, seu nome civil, seu endereço. Quem olha a rede vê a conta, não a pessoa.

  3. O vínculo entre os dois fica num cofre com várias chaves

    O cartório guarda um envelope lacrado dizendo “esta conta é desta pessoa”. O envelope é trancado com uma fechadura que precisa de para abrir.

  4. A justiça pode abrir — mas isso deixa marca

    Só um juiz pode mandar abrir, e mesmo assim a abertura gera um recibo público que não revela de quem se trata. Abrir o sigilo não é o mesmo que publicar a identidade de alguém.

Por que isso importa

O anonimato protege a pessoa de bem — a vítima que denuncia, o adolescente que faz uma pergunta, quem tem opinião impopular. A identificação positiva protege a sociedade de quem usa o anonimato como escudo. O desenho tenta não sacrificar nenhum dos dois.

Por baixo de tudo: a rede de computadores

Nada disso funciona sem computadores guardando os arquivos. Neste projeto eles se chamam . Não existe “o servidor da rede”: existem muitos, escolhidos pelos próprios usuários.

Essa escolha tem um preço: alguém precisa pagar o disco e a banda. E tem uma consequência jurídica importante — quem guarda não é o autor. A responsabilidade pelo conteúdo é sempre de quem criou e divulgou.

Provedores e armazenamento

Quem guarda o quê, quanto ocupa e como o seu navegador ajuda sem consumir seus dados móveis.

Entender →

Como ler este site

Cada assunto aparece em três profundidades diferentes. Você escolhe até onde quer ir.

Nível 1

Resumo

No topo de cada página há um quadro com as ideias principais em poucas linhas. Em dois minutos você entende o essencial.

Nível 2

Explicação

O corpo da página conta a história com exemplos, desenhos animados e passos. É onde a maior parte do conteúdo vive.

Nível 3

Detalhe

Palavras com abrem uma explicação curta. Blocos “Para quem quer o detalhe” abrem o funcionamento técnico.

O que este projeto não promete

Ele não promete anonimato absoluto. Quem tem acesso ao seu aparelho vê o que você vê. Provedores sabem o endereço de IP de quem se conecta. A justiça, com ordem judicial, chega até a pessoa — é esse o desenho, não um defeito. E nenhuma tecnologia impede alguém de filmar a tela com outro celular.

Este site é educativo

Ele explica um projeto em construção. Não é aconselhamento jurídico, nem promessa de que tudo o que está descrito já esteja funcionando hoje.